Pages

Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amor. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de julho de 2013

Perfume.


Por: Franz Lima.

Nunca vou me cansar. Acredite! Cada dia sempre será uma renovação do meu amor por você. Vê meus olhos cansados e fundos? Eles são fruto do que sinto. Não consigo dormir. Já estou há quase cinco dias sem descansar, pois tenho medo de não despertar. Tenho medo de perdê-la.
Alguns podem levar esse amor para o lado ruim, enquanto outros tenderão a me criticar pelo excesso de meus atos. Que fiquem com suas críticas. Que fiquem com suas vidas fúteis e seus amores rasos. Eu nasci para amar... você.
O destino nos uniu e é com você que sou feliz. São apenas algumas semanas juntos, mas como mensurar o tempo quando há tanto em jogo? Para nós, o tempo parou.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

À prova de bala

    
  Eu tava voltando pra casa, era uma quarta-feira à noite, você sabe, eu saio as 9 da noite as quartas, não sabe? Como sempre, eu cortei caminho pela praça, só pra passar por perto da nossa árvore... Sempre quis gravar nossos nomes naquela árvore, mas nunca fiz isso, porque, sinceramente, é bem brega.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Diante de Ti.


Por: Franz Lima.

    Estamos finalmente um diante do outro. Há anos esperamos por tal  oportunidade, na qual as dúvidas seriam postas de lado e a mentira extirpada de nosso coração, onde ela já semeou a discórdia.
     Nosso amor era tão belo e sólido. Mas a beleza de uma mesa encoberta por  uma bela toalha  acaba  se  esvaecendo, quando, ao retirarmos a toalha, verificamos que os cupins já a destruíram silenciosamente.
     Eu olho para sua face. Há beleza nela. Há uma paz desconhecida para mim.
    Seus lábios sorriem, levemente rubros. Eu toco cada pequena parte sua, o que me dá muito prazer. Indiferente, você não repara em mim. Confesso, eu jamais esperei por retribuição ao amor que lhe oferto.
     Ficamos nus. Seu corpo tem o cheiro do inverno. Eu, ao contrário, exalo o perfume da fome. É chegada a hora de nos unirmos. É chegada a hora em que irei me alimentar de sua carne e seu sangue. Pois jamais haverá união igual à nossa.
    Nunca surgirá um amor como  este, onde  o sentimento  transcende a  morte  e a paixão, verdadeiramente, alimenta a alma.

sábado, 11 de maio de 2013

Por Entre as Rosas.


Por: Ramon Giraldi



O raio de sol atravessou as frestas da janela, atingindo os olhinhos de garota que dormia. Ela torceu o rosto, fazendo uma careta devido à luz. Em seguida veio um longo bocejo. Tentou abrir os olhos, mas precisou esfregá-los com as mãos, antes de conseguir abri-los totalmente.

    No segundo seguinte, pulou da cama, jogando o edredom para o lado; era como se sua preguiça matinal estivesse acabado em um segundo. Cambaleou até a janela e abriu com pressa. O sol brilhava suave no céu, parece ser um lindo dia, mas ela estava pouco interessada no quão bonito ou feio o clima poderia estar. Seus olhinhos correram pelo chão de grama e pela cerca de madeira branca. A cerca era formada de tabuas brancas enfileiradas. Rente à cerca, uma roseira de rosas vermelhas da sua mãe, e do outro lado, a casa de Jaqueline, sua vizinha.

domingo, 5 de maio de 2013

Minha fome de amor


Há dois anos, desde o início da faculdade, Ruan começou a cobiçar o corpo de Luana, sua colega de turma. Foi uma atração animal, obsessiva e desmedida ocultada em sorrisos e palavras singelas, acima de qualquer suspeita.

domingo, 21 de abril de 2013

Acenda-me



Não poderia mais negar o fulgor de minha paixão por ti. Desde tenra idade, em nosso primeiro encontro, meu coração é vosso devoto.

sábado, 13 de abril de 2013

A Juíza.

Por: Franz Lima.
          
           Lábios frios, qual o motivo que tens para tocardes os meus?
Sois vós os caminhos por onde passam palavras duras, tão cortantes quanto o fio de uma espada, que me atingem sem levar em conta os resultados.
É justamente de vós que tirei os mais intensos momentos de prazer e, em oposição, o mais puro pesar.
Falastes em amor como nunca fora antes dito. Havia verdade em tais sons... o que fiz para que mudasses tanto?
Distante é o tempo em que duas almas se conheceram. Quis o destino que assim fosse, sem considerar as prováveis conseqüências.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Sozinho


Em memória de Katiely - Manda um beijo pro pai!

Meia noite de um domingo qualquer. Fumo um cigarro qualquer e viro um copo de Scotch com apenas um único e solitário gelo. Admiro com ódio um quadro de Nova York onde a multidão de táxis amarelos admira a Marilyn Monroe e a Estátua da liberdade. Há um contraste tão grande no que sou e no que quero ser. Diante dessa multidão sou apenas como aquele pequeno gelo derretendo no copo.

Verto o restante da água derretida deixando parte do gelo. Levanto-me para ir para a cama, mas o álcool não deixa. Antes de atravessar a sala caio de bruços no chão e sinto o coração gelar. Uma pequena dor rasga meu peito e encosta gentilmente no órgão vital. Estou tendo uma parada cardíaca.

Ainda com dor e sentindo o braço esquerdo tilintar um formigamento incomoda, viro-me para golar umas doses de ar. Estou sozinho em casa sentindo a vida escapar pelos dedos como a areia ou água  tanto faz o clichê. O que importa é que preciso de ligar urgentemente para a emergência. Minha vida precisa disso.

terça-feira, 26 de março de 2013

Ao lado de meu pai.

Por: Franz Lima.

Maurício é uma criança como muitas outras. Alegre, brincalhão e extremamente inteligente. Seus amigos o cercam como se fosse um planeta com seus satélites. Podem chamar do que quiser: carisma, aura ou, simplesmente, bondade. A verdade é que o moleque é muito, muito legal.
Entretanto, um problema assola a existência do menino. Ele não consegue se comunicar com o pai. Na verdade, ele tenta. E muito. Mas seu pai é o tipo de cara fechado, silencioso. Maurício ainda não se lembra do dia em que seu pai parou e brincou com ele. Talvez porque isso jamais aconteceu...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Ao teu leve toque, despeço-me.

Sinto-a aproximar-se de mim com a brisa. Teu perfume vem sutilmente com o ar.
Nervoso, procuro-a com olhos assustados. Não a vejo. Quanto tempo se passou, desde a última vez em que nos vimos? Ainda guardo boas lembranças do nosso último encontro. Você estava bela e feliz em seu vestido negro. Uma verdadeira dama das sombras.
Sei que queria levar-me junto a ti, mas fomos bruscamente impedidos. Será que realmente eles fizeram o que era certo?

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Nunca deixarei de te amar...


Ele se chamava João Roberto. E como naquela famosa canção antiga, tinha um "opala-metálico-azul”. Mas as coincidências paravam por ai, porque ele não costumava pegar rachas na “asa sul” e nem morreu em um acidente de carro, nem sofreu perdidamente por um amor não correspondido. Coisas que não impediam o jovem João Roberto – com seus grandes e expressivos olhos azuis, seus cabelos louro ondulados caindo por sobre os ombros fortes, e seu corpo atlético de jogador de futebol americano – de fazer sucesso com as menininhas mais novas – e consequentemente menos requintadas – do colégio. Foram muitas as vezes em que João Roberto passara com seu opala, em frente ao colégio em que estudava, rangendo até a ultima engrenagem suja de óleo, enquanto os alto-falantes do carro “explodiam” tocando “Boys don´t Cry” no ultimo volume. E quando ele passava todos diziam; “Vejam... Lá vai o João Roberto com seu opala metálico azul... O cara mais boa pinta do colégio”. As menininhas então suspiravam e soltavam gritinhos silenciosos de “Ai!!! Como ele é lindo!”, enquanto outras menos comportadas se esgoelavam em uma disputa informal de voz; “ROBERTOO... GOSTOSOOO!”. Mas ficava só nisso. Ou ao menos ficou, até aquele último verão, quando J.R conheceu Amanda em uma feira de ciências realizada no ginásio do colégio...