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segunda-feira, 27 de maio de 2013

À prova de bala

    
  Eu tava voltando pra casa, era uma quarta-feira à noite, você sabe, eu saio as 9 da noite as quartas, não sabe? Como sempre, eu cortei caminho pela praça, só pra passar por perto da nossa árvore... Sempre quis gravar nossos nomes naquela árvore, mas nunca fiz isso, porque, sinceramente, é bem brega.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Inspiração.

Por: Franz Lima.
Eu escrevo. A caneta flui em minha mão com uma velocidade incomum. As ideias também fluem, deixando-me desnorteado. Mas não há a menor possibilidade de interromper essa atividade. Nada poderá interromper esta missão. Nada.

Meses atrás eu vagava por entre viadutos, inconformado com a vida. Meu estômago vibrava - literalmente - com a fome. Minha pele suja era uma clara indicação de que meus dias se passavam nas ruas. Essa era a sina de um catador de lixo, um mendigo. Como cheguei a esse ponto? Acredite, isso é irrelevante. Porém garanto que irá querer descobrir como saí. Sim, você irá...

quinta-feira, 7 de março de 2013

Mestre do Universo


Existem muitas pessoas ricas no mundo. Entretanto, você só ouve falar das “mais pobres” delas, na verdade; existem homens e mulheres tão poderosos e importantes que pagam para não serem citados por listas de milionários, revistas de fofocas ou, tanto melhor, por qualquer pessoa viva. Não precisam ser vistos em baladas com modelos seminuas de seios enormes ou em conversas com jogadores de futebol proeminentes.

Homens e mulheres que possuem mais do poderiam gastar em dez vidas. Homens e mulheres que olham para a vida de cima. Homens e mulheres que não precisam de sonhos; eles já possuem tudo.

E Romulus Medicci era o maior deles.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A benção da morte.



Eu sei que ela existe. Não do modo como as pessoas pensam. Não a mitológica figura com a foice e sua capa negra, ceifando vidas e conduzindo os mortos ao limbo. Definitivamente, ela existe. E para ser mais sincero, acho que a palavra “ela”, não se aplica. Não há sexo entre os anjos. Com certeza não há.
Desde pequeno eu persigo a oportunidade de vê-la. Minha avó sempre dizia que aqueles que viam a morte frente a frente estavam destinados a receber seu abraço e, com isso, findar sua existência. Porém, o que mais me chamava a atenção era que, segundo as lendas, o homem que a visse ceifando uma vida, no exato momento do toque fatal, receberia o dom da imortalidade. Seria como se a morte se tornasse o seu anjo da guarda, impedindo o mal de se aproximar de você. Interessante, não?
Assim, movido por esse desejo, tornei-me repórter fotográfico de um grande jornal do Rio de Janeiro. Dizer que já presenciei inúmeras mortes, como profissional, torna-se irrelevante, já que sou repórter policial. Retratar a desgraça e a morte é meu passatempo. Não é um obrigação... é um prazer.
Anos se passaram desde meu início como fotógrafo. Sempre busquei estar nos lugares onde o caos reinava. Neles, eu teria a oportunidade buscada desde menino. A oportunidade de encarar a morte nos olhos. A chance de encarar o anjo da morte no instante em que cumpre sua missão. Não havia outro meio de me tornar imortal... e meu tempo estava passando. A cada novo dia, o abraço se aproxima. O beijo da morte se torna mais tangível.
Eu não quero morrer...