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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Nunca deixarei de te amar...


Ele se chamava João Roberto. E como naquela famosa canção antiga, tinha um "opala-metálico-azul”. Mas as coincidências paravam por ai, porque ele não costumava pegar rachas na “asa sul” e nem morreu em um acidente de carro, nem sofreu perdidamente por um amor não correspondido. Coisas que não impediam o jovem João Roberto – com seus grandes e expressivos olhos azuis, seus cabelos louro ondulados caindo por sobre os ombros fortes, e seu corpo atlético de jogador de futebol americano – de fazer sucesso com as menininhas mais novas – e consequentemente menos requintadas – do colégio. Foram muitas as vezes em que João Roberto passara com seu opala, em frente ao colégio em que estudava, rangendo até a ultima engrenagem suja de óleo, enquanto os alto-falantes do carro “explodiam” tocando “Boys don´t Cry” no ultimo volume. E quando ele passava todos diziam; “Vejam... Lá vai o João Roberto com seu opala metálico azul... O cara mais boa pinta do colégio”. As menininhas então suspiravam e soltavam gritinhos silenciosos de “Ai!!! Como ele é lindo!”, enquanto outras menos comportadas se esgoelavam em uma disputa informal de voz; “ROBERTOO... GOSTOSOOO!”. Mas ficava só nisso. Ou ao menos ficou, até aquele último verão, quando J.R conheceu Amanda em uma feira de ciências realizada no ginásio do colégio...