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sexta-feira, 12 de abril de 2013

A Vingança de Kali - Parte Cinco


Tatiana abriu a porta e deu de cara com uma mulher jovem, porém com o rosto tão cansado que aparentava vários anos a mais. O coração de Tatiana saltava no peito: ela não abriria a porta de sua casa para uma estranha qualquer, mas a mulher disse que era da polícia e que precisava muito falar com Tatiana.
- É sobre sua irmã, Laís. – ela disse. Não foram as credenciais que a mulher apresentou ou a palavra “polícia” que fizeram Tatiana abrir a porta. Foram essas últimas palavras.
- O que aconteceu com a minha irmã? – Tatiana perguntou sobressaltada. Pensou em muitas coisas. Pensou no bolo de dinheiro, no lenço, no sorriso com dentes podres daquela vidente e na imagem na parede daquele lugar, aquela imagem da mulher azul com uma saia de braços e um colar de crânios.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Nota explicativa ao público.

Olá, amigos. 
Para quem ainda não me conhece, sou Franz Lima e também colaboro neste blog de contos de horror. Estamos entrando no 4º mês de vida do projeto e é uma grande honra fazer parte de um grupo tão seleto e coeso.
Entretanto, creio que perceberam, nós tivemos alguns contratempos que ou atrasaram ou impediram a publicação de contos. Como o próprio nome do blog já diz, a proposta nossa é a de levar a vocês, diariamente, um terror com qualidade e sempre de forma inédita, fato que torna esse projeto ímpar. Claro, imprevistos acontecem e nem mesmo nós estamos livres de problemas. 
Assim, assumo o papel de porta-voz dos outros escritores e lhes peço sinceras desculpas. Sabemos que há muitos leitores que acessam diariamente o blog para ler nossos escritos. Não posso prometer que nada mais irá afetar o grupo a ponto de estarmos acima dos imprevistos, porém saibam que estamos redobrando os esforços para publicar sempre em dia. Outro grande esforço é a busca pela excelência em contos novos, realmente inéditos.
As datas onde ainda há lacunas serão, brevemente, preenchidas. 
Agora, já cientes de nossas imperfeições, vamos à boa notícia. O blog está recebendo a ajuda de um desenhista que, assim como cada um dos escritores, também busca dispor sempre de material inédito e ótima qualidade. Seu nome? Daniel MM. Vocês poderão ver alguns de seus trabalhos na primeira parte do conto A Vingança de Kali e, em breve, nas demais partes da saga de terror e mistério que vem conquistando mais e mais leitores.
O projeto vive e irá mostrar conforme o tempo flui, como é possível escrever e atender as expectativas... e medos dos leitores. 
Obrigado por estarem ao nosso lado em nossos pesadelos!

 

 

terça-feira, 19 de março de 2013

A Vingança de Kali: segunda parte.


Mortes eram algo comum na rotina de Ed e seus amigos. Mesmo aposentado, não era possível ficar distante dos noticiários policiais e da violência. Nada do que ocorresse poderia ser classificado como 'surpreendente'... até agora.
Ed desligou o telefone e ficou ruminando as últimas notícias. Morte em família. A sensação era exatamente essa. Rainier, Laís e Franz brutalmente assassinados. Sem motivos. Sem piedade.
Vocês serão vingados, meus amigos - pensou Hedomon. Quem lhes tirou a possibilidade de um futuro terá o mesmo tratamento. Sem piedade.

segunda-feira, 11 de março de 2013

A Vingança de Kali


"Se quiseres poder suportar a vida, fica pronto para aceitar a morte." - Sigmund Freud

Quanto o telefone tocou quis ignorar, sem sucesso. Uma voz sussurrou na alma, o coração apertou, acelerando num compasso sem ritmo, pulsações de dor que cruzaram por todo o corpo. Minha mão guiada por Kali, deusa da morte, tomou o aparelho deixando que seu dedo azul apertasse o botão verde. Mesmo lendo o nome Emanuel Nespusse na tela do celular, eu atendi, disse alô e aguardei uma resposta.


– Bom dia, delegado Hedomon. - Realmente deveria estar maluco ou realmente possuído. Receber uma ligação do delegado que me substituiu numa manhã de domingo era certeza de problema, Emanuel era meu aprendiz, ainda um moleque, e essa formalidade que ele nunca teve me irritou. –  Tudo bem com você?


– Porra, Emanuel, não precisa falar comigo assim, nem quando trabalhávamos juntos você rasgava essa seda. O que você manda?


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Nunca deixarei de te amar...


Ele se chamava João Roberto. E como naquela famosa canção antiga, tinha um "opala-metálico-azul”. Mas as coincidências paravam por ai, porque ele não costumava pegar rachas na “asa sul” e nem morreu em um acidente de carro, nem sofreu perdidamente por um amor não correspondido. Coisas que não impediam o jovem João Roberto – com seus grandes e expressivos olhos azuis, seus cabelos louro ondulados caindo por sobre os ombros fortes, e seu corpo atlético de jogador de futebol americano – de fazer sucesso com as menininhas mais novas – e consequentemente menos requintadas – do colégio. Foram muitas as vezes em que João Roberto passara com seu opala, em frente ao colégio em que estudava, rangendo até a ultima engrenagem suja de óleo, enquanto os alto-falantes do carro “explodiam” tocando “Boys don´t Cry” no ultimo volume. E quando ele passava todos diziam; “Vejam... Lá vai o João Roberto com seu opala metálico azul... O cara mais boa pinta do colégio”. As menininhas então suspiravam e soltavam gritinhos silenciosos de “Ai!!! Como ele é lindo!”, enquanto outras menos comportadas se esgoelavam em uma disputa informal de voz; “ROBERTOO... GOSTOSOOO!”. Mas ficava só nisso. Ou ao menos ficou, até aquele último verão, quando J.R conheceu Amanda em uma feira de ciências realizada no ginásio do colégio...


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O Homem dos Olhos Vermelhos



Leitos de hospitais geralmente são lugares tristes durante o dia. A noite essa tristeza se intensifica, solidificando-se nas paredes recobertas de limo, no teto mal iluminado pelas lâmpadas fluorescentes, na camada de tinta que escapa das paredes. Fiz essa pequena constatação pessoal quando passei três dias e três noites inteiras, devidamente hospitalizado, graças a um calculo renal de aproximadamente dois milímetros, semelhante a um grão de arroz alojado em meus rins. Dizem que a dor do parto é uma das maiores dores que o ser humano pode sentir. Besteira! Passei dois anos nutrindo esse “filho bastardo” em meu “ventre”, e no fim me vi obrigado a expulsá-lo já em fase adulta. Cinco milímetros em forma de uma pequena pedra pontuda, formada basicamente de oxalato de cálcio e acido úrico...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Apresentação...

O que lhes causa desconforto? Quais são as coisas, fatos ou pesadelos que são capazes de fazer com que sintam medo?
Todos, absolutamente todos os seres humanos tem medo de algo. O medo é uma reação natural que permite que sobrevivamos ao perigo. Não ter medo é quase uma sentença de morte pois, cedo ou tarde, iremos confrontar alguma coisa capaz de nos infligir dor, capaz de travar nossas pernas e pensamentos e, então, será tarde demais. Respeitar esse instinto tão natural é uma questão de sobrevivência.
Mas o que há de tão atraente em temer? Por que lemos, assistimos e pensamos tanto nisso? Há um certo masoquismo em nós, latente e que precisa ser periodicamente alimentado? Estar próximo da morte é um vício? Nós acreditamos que sim. Na verdade, nós sete acreditamos nisso tão piamente que resolvemos compartilhar nosso vício com vocês.

Edilton Nunes (Stephen King Brasil), Ednelson Jr (Leitor Cabuloso), Franz Lima (Apogeu do Abismo), Karen Alvares (Por Essas Páginas e Papel e Palavras), Mano (Profundo Desenho e Masmorra Cast) e Rainier Morilla (Roda de Escritores), além de um escritor convidado a cada semana. Nós seremos os responsáveis por fazer com que seus corações batam mais rápido... ou parem. 

Durante os 365 dias do ano nós iremos lhes oferecer contos de terror, suspense e sobrenatural. Um ano inteiro de medo. Um ano convivendo com seus mais profundos temores. E então, estão preparados? Sejam bem-vindos a esse ambicioso projeto, mas não se esqueçam de espalhar a notícia. Temos muito a contar e sabemos que muitos querem ouvir. Divulgue e faça com que nossa rede de pesadelos se espalhe por todas as mentes e corações do mundo. 

Beba de nossa fonte... e saibam que estão vivendo um momento histórico: o nascimento da mais tenebrosa experiência literária do país.