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domingo, 12 de maio de 2013

Reformulação do Um Ano de Medo: bastidores das mudanças.

Boa-noite, amigos. Aqui quem vos fala é seu anfitrião, Franz Lima. Este post é destinado a clarear algumas dúvidas sobre os últimas semanas que quase colocaram o blog na rota da autodestruição.
Somos uma equipe coesa e constituída por amigos, porém não podemos evitar problemas pessoais ou planos pessoais que levem um ou  outro autor a desejar sair do grupo. Cada um sabe quais são suas limitações e não cabe a mim ou a qualquer outro integrante julgar. Todos podem falhar...
Mas, após a queda de três escritores (Rainier Morilla, Ednelson Jr. e Edilton Nunes), as coisas estavam se tornando cada vez mais complexas. A saída do Edilton foi, rapidamente, suprida pela já antiga colaboradora do projeto, Tatiana Ruiz. Tatiana é uma das mais prolíferas colaboradoras do blog e é uma grande honra tê-la conosco.
Sequencialmente, Rainier e Ednelson saíram e abriram-se vagas para que novos escritores ingressassem no sinistro universo do Um Ano. E é sobre eles que vou lhes falar.
Agora teremos mais dois novos colaboradores: R. Giraldi e Vinicius Maboni. Contamos com eles para que a constância do projeto se firme e que haja a recuperação do prestígio que vínhamos obtendo. 
Tenham só um pouco de paciência, pois o Um Ano de Medo ainda lhes trará muitas coisas boas... mas sempre com uma alta dose de pesadelos.

P.S.: a saga de Kali será encerrada em breve. Podem contar com isso...

Franz.      

domingo, 31 de março de 2013

O homem feito de névoa


Dedico este conto especialmente à Rita Souza, uma jovem amiga com grande potencial, e todos aqueles que, mesmo com o escuro intimidando, lutam! 

sexta-feira, 29 de março de 2013

Nota explicativa ao público.

Olá, amigos. 
Para quem ainda não me conhece, sou Franz Lima e também colaboro neste blog de contos de horror. Estamos entrando no 4º mês de vida do projeto e é uma grande honra fazer parte de um grupo tão seleto e coeso.
Entretanto, creio que perceberam, nós tivemos alguns contratempos que ou atrasaram ou impediram a publicação de contos. Como o próprio nome do blog já diz, a proposta nossa é a de levar a vocês, diariamente, um terror com qualidade e sempre de forma inédita, fato que torna esse projeto ímpar. Claro, imprevistos acontecem e nem mesmo nós estamos livres de problemas. 
Assim, assumo o papel de porta-voz dos outros escritores e lhes peço sinceras desculpas. Sabemos que há muitos leitores que acessam diariamente o blog para ler nossos escritos. Não posso prometer que nada mais irá afetar o grupo a ponto de estarmos acima dos imprevistos, porém saibam que estamos redobrando os esforços para publicar sempre em dia. Outro grande esforço é a busca pela excelência em contos novos, realmente inéditos.
As datas onde ainda há lacunas serão, brevemente, preenchidas. 
Agora, já cientes de nossas imperfeições, vamos à boa notícia. O blog está recebendo a ajuda de um desenhista que, assim como cada um dos escritores, também busca dispor sempre de material inédito e ótima qualidade. Seu nome? Daniel MM. Vocês poderão ver alguns de seus trabalhos na primeira parte do conto A Vingança de Kali e, em breve, nas demais partes da saga de terror e mistério que vem conquistando mais e mais leitores.
O projeto vive e irá mostrar conforme o tempo flui, como é possível escrever e atender as expectativas... e medos dos leitores. 
Obrigado por estarem ao nosso lado em nossos pesadelos!

 

 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Prata cor de sangue.

Por: Mauricio C. Dovanci

E foi servindo-a uma taça de vinho tinto tão seco e antigo, que jamais encontrariam noutro lugar, que ele percebeu não estar sozinho, que alguém mais estava entre eles. Direcionando o seu olhar para aquele par de olhos que flutuavam em outro lugar, talvez estivesse encantada relembrando momentos de alegria com o outro, ele percebeu estar perdendo parte do seu coração. 

Talvez o amor estivesse lhes deixando, ou seria menos que o sentimental amor, paixão. Sua pele era tão nívea quanto a neve, era perfeito o traçado de seu pescoço, mesmo quando estava inerte parecia posar para um quadro e ficava na mesma posição por muito tempo, encantadora como o pôr do sol. Mas devastadora como um tornado. Seu vestido vermelho rosava-lhe as coxas carnudas e ávidas de prazer, o lado estragado de sua imagem estava ali, como uma meretriz, ela usava seu dom e gozava das cenas que estavam em sua mente e alcançava o prazer.

O homem com a interrogação sentou-se, pouco confortável, mas sentou-se. Ereto e com um olhar louco, sádico e paranóico, era um jantar numa noite pouco especial, será que podia uma mulher ser tão perfeita ao trair o amor de um homem?

Dafina, essa era a mulher que se encontrava sentada sobre a mesa na companhia de um demônio, o seu criado demônio. Dafina, essa era a mulher que lhe traíra e que por sua causa, encontrava-se perdido em um misto de medo e vergonha, sangue e raiva.

Um sorriso perfeito lhe ofuscava o rosto, essa era a resposta mais traiçoeira que o homem fez em toda sua vida, por trás sua vontade de matá-la era grande, imensa e impulsiva. O frango sobre a mesa estava abrindo o apetite de ambos, o cheiro defumado no ar, penetrava a narina dela, mas fugia do olfato dele.

- Joul, querido - disse ela. Abreviando seu nome com um carisma podre. - Talvez você queira partir o peito deste frango tão apetitoso.

Partir o peito, ela sabia muito sobre isso, mas gostava mesmo de partir corações, não haveria outra vez.

- É claro. - respondeu. Tão simples, nem menos, nem mais.

O homem jogou para o alto seus ombros largos e pesados, imaginou-se carregando uma dessas máscaras de palhaço pouco assustadoras. Passou por ela enquanto saboreava do seu vinho, com a sua taça. Com a sua boca que havia estado em outro lugar, talvez parecido, mas em outro lugar.

Era assim tão triste, mas o fim deveria ser bom. A faca foi sacada sadicamente do faqueiro, um feixe de luz correu-lhe sobre sua superfície, era prata, tão argênteo como nunca. Seu punho serrado aproximou-se da mulher.

- Voltei minha querida. - Pelas costas, na alça do vestido vermelho a navalha tocava delicadamente, procurando pelo sangue, quase sempre cega, mas afiada. A seda era o que encontrara, depois do corte só ar que lhe envolvia.

- Você está ficando muito mal acostumado, Joul. - murmurou ela.

- Não fale Dafina, apenas se levante - seu suspiro ainda era intenso, o alivio não chegara, ele tinha que fazer o que tinha que ser feito. - Não há costume algum, pois eu não me acostumei ainda, não há modos, só sexo.

Frio e indolor, talvez sua ex-mulher, - como ele já a considerava - estivesse acostumada em ser tratada como ninguém, só um pedaço de carne quente, com vida, mas sem vida.

Ele a fez saltar sobre a mesa, tocando-lhe as coxas sadias, levantando seu vestido e ainda segurando a faca. A taça de vinho caía sobre a madeira e o líquido se acomodava só que agora livre. Longe do lábios tentadores e prazerosos de Dafina, era assim que ele começava, buscando cair pela liberdade, livrar-se do medo.

Enquanto a penetrava, lembrou-se das fotos que seu agente lhe mostrara, eram claras e mostrava tudo. Era tudo causado por ela, que levaria ao nada causado por ele.

A faca foi da esquerda para a direita de modo rápido, abrindo uma fenda horrível e brutal na garganta de sua amada, sem nenhum intervalo pra gritos. Desferido o primeiro golpe a faca buscou mais vermelho, só que agora no ventre. O sexo ainda acontecia de maneira brutal e psicótica. Enquanto o corte era aberto o sangue jorrava em sua cintura, a liberdade saía por ali como numa cesárea. Uma liberdade cor de prata, prata-cor-de-sangue.


Conto dedicado a todos os escritores e leitores sádicos e psicóticos, um pouco do terror lascivo, sangue e morte. - Maurício C. Dovanci

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Conheça todos os escritores convidados até 09/03. Você é um deles?

Amigos, continuamos contando com a ajuda de todos. Escreve sobre terror, sobrenatural ou suspense? Mande seu conto para que possamos incluí-lo na lista de autores convidados que só aumenta.

A programação atualizada é a seguinte:

Dia 26/01/13 - Carolina Mancini
Dia 02/02/13 - Maurício C. Dovanci
Dia 09/02/13 - Géssica da Rosa
Dia 16/02/13 - Tatiana Ruiz
Dia 23/02/13 - Bruno Vox
Dia 02/03/13 - Roberta Spindler
Dia 09/03/13 - Rodolfo Pomini
 

Todos os contos passarão por uma avaliação prévia, mas nada no padrão Academia Brasileira de Letras. Aguardamos o envio de seus textos...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Apresentação...

O que lhes causa desconforto? Quais são as coisas, fatos ou pesadelos que são capazes de fazer com que sintam medo?
Todos, absolutamente todos os seres humanos tem medo de algo. O medo é uma reação natural que permite que sobrevivamos ao perigo. Não ter medo é quase uma sentença de morte pois, cedo ou tarde, iremos confrontar alguma coisa capaz de nos infligir dor, capaz de travar nossas pernas e pensamentos e, então, será tarde demais. Respeitar esse instinto tão natural é uma questão de sobrevivência.
Mas o que há de tão atraente em temer? Por que lemos, assistimos e pensamos tanto nisso? Há um certo masoquismo em nós, latente e que precisa ser periodicamente alimentado? Estar próximo da morte é um vício? Nós acreditamos que sim. Na verdade, nós sete acreditamos nisso tão piamente que resolvemos compartilhar nosso vício com vocês.

Edilton Nunes (Stephen King Brasil), Ednelson Jr (Leitor Cabuloso), Franz Lima (Apogeu do Abismo), Karen Alvares (Por Essas Páginas e Papel e Palavras), Mano (Profundo Desenho e Masmorra Cast) e Rainier Morilla (Roda de Escritores), além de um escritor convidado a cada semana. Nós seremos os responsáveis por fazer com que seus corações batam mais rápido... ou parem. 

Durante os 365 dias do ano nós iremos lhes oferecer contos de terror, suspense e sobrenatural. Um ano inteiro de medo. Um ano convivendo com seus mais profundos temores. E então, estão preparados? Sejam bem-vindos a esse ambicioso projeto, mas não se esqueçam de espalhar a notícia. Temos muito a contar e sabemos que muitos querem ouvir. Divulgue e faça com que nossa rede de pesadelos se espalhe por todas as mentes e corações do mundo. 

Beba de nossa fonte... e saibam que estão vivendo um momento histórico: o nascimento da mais tenebrosa experiência literária do país.