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terça-feira, 2 de julho de 2013

Perfume.


Por: Franz Lima.

Nunca vou me cansar. Acredite! Cada dia sempre será uma renovação do meu amor por você. Vê meus olhos cansados e fundos? Eles são fruto do que sinto. Não consigo dormir. Já estou há quase cinco dias sem descansar, pois tenho medo de não despertar. Tenho medo de perdê-la.
Alguns podem levar esse amor para o lado ruim, enquanto outros tenderão a me criticar pelo excesso de meus atos. Que fiquem com suas críticas. Que fiquem com suas vidas fúteis e seus amores rasos. Eu nasci para amar... você.
O destino nos uniu e é com você que sou feliz. São apenas algumas semanas juntos, mas como mensurar o tempo quando há tanto em jogo? Para nós, o tempo parou.

sábado, 11 de maio de 2013

Por Entre as Rosas.


Por: Ramon Giraldi



O raio de sol atravessou as frestas da janela, atingindo os olhinhos de garota que dormia. Ela torceu o rosto, fazendo uma careta devido à luz. Em seguida veio um longo bocejo. Tentou abrir os olhos, mas precisou esfregá-los com as mãos, antes de conseguir abri-los totalmente.

    No segundo seguinte, pulou da cama, jogando o edredom para o lado; era como se sua preguiça matinal estivesse acabado em um segundo. Cambaleou até a janela e abriu com pressa. O sol brilhava suave no céu, parece ser um lindo dia, mas ela estava pouco interessada no quão bonito ou feio o clima poderia estar. Seus olhinhos correram pelo chão de grama e pela cerca de madeira branca. A cerca era formada de tabuas brancas enfileiradas. Rente à cerca, uma roseira de rosas vermelhas da sua mãe, e do outro lado, a casa de Jaqueline, sua vizinha.

terça-feira, 12 de março de 2013

Nimbus. Parte Final.



(Continuação)
Discretamente, lhe dirigi a palavra e pedi para me ausentar por breves segundos. Eu já estava agindo diferente com ela, sendo muito gentil e, sinceramente, isto me incomodava.
Com um leve aceno, ela permitiu minha saída.
Ao chegar ao banheiro, averiguei se havia mais alguém comigo. Sem pessoas por perto, abri uma pequena ampola de sonífero. Pequena, porém bem potente. Em 15 minutos ela estaria dopada, à minha mercê.
Escondi a ampola aberta entre os dedos. Este ritual já estava sendo repetido pela terceira vez... todas caíam.
Conforme planejado, me aproximei da mesa, estiquei o assunto por mais alguns minutos e, aproveitando uma distração dela, despejei o conteúdo em seu capuccino. A própria canela que ela havia pedido seria o ingrediente perfeito para disfarçar o sabor do sonífero. Enfim, uma empreitada perfeita, pensei.

terça-feira, 5 de março de 2013

Nimbus - Parte I de II.

A TV anuncia mais uma vítima. Ela está ligada a mais de dois dias, mas sua luz não cessa, parece ter vida própria. Nela, um homem diz que a contagem de corpos já atingiu o número de cinco pessoas. Sem vínculos, sem pistas, apenas um nome: nimbus.
Quantos mais morrerão até que se chegue ao autor desta carnificina? - questiona o âncora do noticiário.
- Quantos? Não sei dizer. O que interessa não é o número, mas a mensagem que deixo. Vou morrer logo, mas meu legado continuará por gerações.
O homem caminha pelo apartamento e olha para a TV. Seu trabalho está sendo bem divulgado, pensa.
Com a voz sussurrada, ele diz:
- Eu sou Nimbus. Eu sou a nuvem que traz a sombra e a brisa, o acalento e a serenidade. Porém também trago a tempestade, o frio e o desalento. Eu carrego a paz e a calamidade em mim. Venho sem avisar e parto ainda mais sorrateiramente.
Então, sorrindo, ele aponta o controle-remoto para a televisão e, com um toque, a silencia. O apartamento é tomado pela escuridão.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Rumo.

As luzes ofuscam minha visão, enquanto dirijo até meu lar. Sinto as pálpebras pesando, mas estou feliz. Feliz por ter acabado tudo, feliz por não ter começado com isso.
Sinto os olhos lacrimejarem, efeito do sono por não ter dormido há dois dias. Mas quem precisa dormir?
Sacudo a cabeça para espantar o torpor da sonolência. As placas à minha frente estão embaçadas. Com o antebraço, esfrego os olhos e continuo a dirigir.
Logo, muito logo, estarei em meu destino…