Pages

Mostrando postagens com marcador Covardia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Covardia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Lírio

Por: R. Giraldi


 Em cima de um muro, num lugar escuro, foi onde eu a encontrei. Um único poste iluminava o lugar, eu mal conseguia ver seu rosto. Era pequena, braços e pernas miúdas. Estava sentada no alto do muro, balançando os pezinhos. A pouca luz me revelou cabelos castanhos, olhos gentis e um sorriso brincalhão. Olhei-a. Meus olhos miravam seu rosto, estava quase à minha altura, Senti um arrepio na espinha, não era normal uma menina daquele tamanho, sozinha num lugar como aquele.
    Abri a boca, mas palavra nenhuma me veio a mente para falar, eu realmente não consegui pensar em nada.
    "Boa noite" ela me disse fechando os olhos e sorrindo.
    “Quem é você?” tentei perguntar.
    Ela abriu seus olhos, ainda agitando os pés.
     "Alguém", respondeu-me.
     Desci meus olhos por seu corpo pequeno. Ela tinha a pele muito branca e manchas de sangue nas pernas.
    “Quer ajuda?” Perguntei. Ela sorriu mais uma vez.
    "Não. Quero um amigo. Brinca comigo?"
    Emudeci.
    Arrisquei um passo à frente, meus olhos já estavam se acostumando com a baixa luz. Seu rosto ganhou um pouco mais de forma diante de meus olhos; era redondo e branco, sendo os lábios, igualmente, mas o que me chamou atenção foram marcas escuras em suas bochechas, como se fossem hematomas. Não só no rosto. Nos braços e pernas também. Alguém a feriu, definitivamente.

sábado, 23 de março de 2013

Deixandos as profundezas.



Por: Sandro Quintana.

A primeira coisa que Camila percebeu ao despertar foi a escuridão, tão intensa que ela não conseguia ter certeza se estava de olhos abertos ou fechados.

A segunda coisa que ela percebeu foi a dor lacerante em seu peito, como se algo o tivesse atravessado. Ao passar a mão, por cima da roupa, sentiu duas cicatrizes no peito. Uma grande, passando entre seus seios, e outra menor, do lado esquerdo.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Rumo.

As luzes ofuscam minha visão, enquanto dirijo até meu lar. Sinto as pálpebras pesando, mas estou feliz. Feliz por ter acabado tudo, feliz por não ter começado com isso.
Sinto os olhos lacrimejarem, efeito do sono por não ter dormido há dois dias. Mas quem precisa dormir?
Sacudo a cabeça para espantar o torpor da sonolência. As placas à minha frente estão embaçadas. Com o antebraço, esfrego os olhos e continuo a dirigir.
Logo, muito logo, estarei em meu destino…