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segunda-feira, 1 de julho de 2013

A outra parte de mim (V)

     Fred e Tati se viram para trás. Thaís apontava para a mata de onde eles vieram. Os arbustos estavam se mexendo, as copas das árvores também, como se muitas pessoa estivessem andando por eles.

- são as Sirens? - perguntou a pequena, secando as lágrimas.
- Não... são os Frogs... 



quinta-feira, 30 de maio de 2013

Nas Cidades da Noite (III)

Aquela manhã estava sendo uma tortura. Tortura. Raquel repetia isso a si mesma a cada dois minutos. O problema tinha começado muito, muito cedo. No metrô, extremamente lotado, um homem "alojou-se" logo atrás dela e, assim, qualquer solavanco ou movimentação de outros passageiros era motivo para... Pressioná-la

Quando saiu, antes dela, ainda disse: "Bunda perfeita, hein, cavala? Perfeita, carnuda". Falava isso salivando, como um (homem) animal. Raquel nunca se sentiu tão aviltada. O pior é que esse tipo de situação se repetia com frequência. Raquel, tinha, de verdade, uma "bunda perfeita". Seu corpo era "delicioso, carnudo". Se não tivesse algum pouco de bom senso ou convicções próprias, poderia ganhar a vida rebolando em algum (homem) programa de auditório. Porém, sabia que, provavelmente, teria que se vender muito mais que isso... Portanto, trabalhava e estudava como uma pessoa comum.

Na medida do possível.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Nas Cidades da Noite (II)

Para a Pati, de novo.


O ônibus ainda teria que atravessar uma cidade e meia inteira, mas já estava superlotado. A situação não parecia que mudaria tão logo... Para piorar, embora fosse fim de tarde, a temperatura, lá fora, beirava os 40  ºC. E isso foi bem antes da tragédia.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Nas Cidades da Noite (I)

A coisa se contorceu e grunhiu quando despertou. Naquela viela escura e imunda, dormira pelos últimos quatro dias. Uma verdadeira proeza. Contudo, dormir afastava o frio, a dor e a fome...

Até agora.

Por isso, ergueu-se da sombra e, como sombra, moveu-se. Precisava saciar seu desejo antes que não tivesse forças para nem mesmo andar. Deveria encontrar algo ou alguém... E logo. Não aguentava o rugido constante em suas entranhas. Cambaleando, saiu da escuridão total para a noite, e foi logo ofuscado. Odiava o contraste luminoso que dominava a hora. 

Com a visão embaçada, avistou um alvo e, deixando um rastro de muco e sujeira em seu caminho, começou a perseguição. Já estava se deleitando com a expectativa.