Pages

Mostrando postagens com marcador Perseguição. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Perseguição. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 24 de junho de 2013

A outra Parte de mim (IV)



Tatiana segurou a mão de Thaís para ficar de pé, ainda assustada com aquilo tudo: a prisão, a floresta, sua transformação em monstro, a garota voadora que grita e agora... Thaís...a mulher-águia, que depois de bicar até a morte a gritadora, transforma-se em humana e lhe estende a mão, oferecendo sorriso e segurança.
    • Vamos, temos que ir a um lugar seguro, se ficarmos aqui muito tempo...

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Nas Cidades da Noite (I)

A coisa se contorceu e grunhiu quando despertou. Naquela viela escura e imunda, dormira pelos últimos quatro dias. Uma verdadeira proeza. Contudo, dormir afastava o frio, a dor e a fome...

Até agora.

Por isso, ergueu-se da sombra e, como sombra, moveu-se. Precisava saciar seu desejo antes que não tivesse forças para nem mesmo andar. Deveria encontrar algo ou alguém... E logo. Não aguentava o rugido constante em suas entranhas. Cambaleando, saiu da escuridão total para a noite, e foi logo ofuscado. Odiava o contraste luminoso que dominava a hora. 

Com a visão embaçada, avistou um alvo e, deixando um rastro de muco e sujeira em seu caminho, começou a perseguição. Já estava se deleitando com a expectativa.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O Demônio.




Por: Bruno Vox
Ele corria como não houvesse outra coisa no mundo, apenas corria, corria para se salvar.
Olhou para trás e viu o vulto. Ainda estava o perseguindo.
Desceu umas escadas de ferro pulando alguns degraus, quase caiu, mas se equilibrou segurando nas barras de apoio e conseguiu se manter de pé.
Era jovem, não mais que vinte e cinco anos, praticava exercícios e tinha boa saúde, mas seu coração disparava como se fosse explodir, seu peito doía, os pulmões estavam exaustos, não aguentava mais correr. Suava bicas, ofegava como se estivesse correndo a mais tempo do que suportaria, o que era verdade. Aquele... bem, ele não sabia o que era, um homem? Talvez. Quando foi abordado por esse ser, podemos dizer assim, na saída da boate, conseguiu ver de relance seus olhos que brilhavam um vermelho amarelado intenso como brasa acesa. 

Acabou de descer as escadas e por um instante parou para ver para onde seguiria em sua fuga. Ali era o galpão inferior da antiga fábrica, estava deserto, o maquinário havia sido vendido quando fora a falência. O rapaz sabia disso, conhecia aquele lugar, já havia estado ali, por isso correu para aquela direção nas ruas desertas da cidade, na madrugada fria e assustadora. O lugar lhe parecia ótimo para esconder, parecia acolhedor em sua memória.