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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Victor (Ou: “Não perca as crianças de vista”.)


“Mãe, eu preciso desligar agora. Tenho que ir. Tem algo acontecendo. Avisa a Rita.”, e Victor sentiu que a resposta de mãe a isso tinha sido dolorosa. Ela nunca tinha concordado com a carreira que ele escolheu e, agora, as coisas estavam ficando piores a cada dia, literalmente. “É como em O Espírito do Mal. Ela tem razão.”, refletiu enquanto corria em direção à viatura. O sargento Almeida fazia gestos muito violentos, indicando a urgência da situação.

“Parece que rolou uma desinteligência muito séria na Praça da Independência, cabo. ‘Bora logo.”, e já foi arrancando antes mesmo de Victor estar com todo o corpo dentro do veículo. Contudo, a praça ficava a menos de um quilômetro dali – era algo mais grave do que aparentava, pelo jeito. E isso era péssimo, com certeza.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Te sigo, me segue de volta?


Como nas últimas noites, Aldemar não conseguia dormir, então passava mais uma madrugada navegando em sites pornográficos e conversando com garotas ingênuas. Algumas das quais caiam em sua lábia peçonhenta e lhe proporcionavam um espetáculo particular de depravação. Eis o seu principal entretenimento, mesmo com o tormento que vinha enfrentando.