“Mãe, eu
preciso desligar agora. Tenho que ir. Tem algo acontecendo. Avisa a Rita.”, e
Victor sentiu que a resposta de mãe a isso tinha sido dolorosa. Ela nunca tinha
concordado com a carreira que ele escolheu e, agora, as coisas estavam ficando
piores a cada dia, literalmente. “É como em O
Espírito do Mal. Ela tem razão.”, refletiu enquanto corria em direção à
viatura. O sargento Almeida fazia gestos muito violentos, indicando a urgência
da situação.
“Parece que
rolou uma desinteligência muito séria na Praça da Independência, cabo. ‘Bora
logo.”, e já foi arrancando antes mesmo de Victor estar com todo o corpo dentro
do veículo. Contudo, a praça ficava a menos de um quilômetro dali – era algo
mais grave do que aparentava, pelo jeito. E isso era péssimo, com certeza.
