Dedico este conto a Clive Barker, aquele que me apresentou o terror de forma tão visceral, mesclando sexo e morte, a dança da criação e destruição.
Mostrando postagens com marcador Inferno. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inferno. Mostrar todas as postagens
domingo, 3 de março de 2013
Não decifra-me? Então devoro-te!
Marcadores:
Asfixiofilia,
Conto,
Ednelson Júnior,
Erotismo,
Inferno,
Leitor Cabuloso,
Masoquismo,
Sexo,
Subspace,
Terror
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Atormentado.
Por: Franz Lima
Muitos
estranharam aquele homem que corria desvairadamente. Poucos notaram que seus
olhos estavam injetados de sangue, fruto do esforço e do pânico. Só ele sabia o
que estava ocorrendo.
Suas
pernas começaram a fraquejar mas seus instintos determinaram que continuasse a
correr. Parar diante do que o perseguia do que o perseguia era, certamente, uma
sentença de morte. Foi esse o destino de sua mulher, Maria, e de seu filho com
apenas 8 meses, José. Eles foram assassinados brutalmente, com absoluta ausência
de piedade. José foi o primeiro...
Marcadores:
Apogeu do Abismo,
Canibalismo,
Castigo,
Conto,
Criança,
Dor,
Espiritos,
Faca,
Família,
Franz Lima,
Inferno,
Justiça,
Medo,
Morte,
Terror,
Tormento
sábado, 23 de fevereiro de 2013
O Demônio.
Por: Bruno Vox
Ele corria como não houvesse
outra coisa no mundo, apenas corria, corria para se salvar.
Olhou para trás e viu o vulto. Ainda estava o perseguindo.
Desceu umas escadas de ferro pulando alguns degraus, quase caiu, mas se equilibrou segurando nas barras de apoio e conseguiu se manter de pé.
Era jovem, não mais que vinte e cinco anos, praticava exercícios e tinha boa saúde, mas seu coração disparava como se fosse explodir, seu peito doía, os pulmões estavam exaustos, não aguentava mais correr. Suava bicas, ofegava como se estivesse correndo a mais tempo do que suportaria, o que era verdade. Aquele... bem, ele não sabia o que era, um homem? Talvez. Quando foi abordado por esse ser, podemos dizer assim, na saída da boate, conseguiu ver de relance seus olhos que brilhavam um vermelho amarelado intenso como brasa acesa.
Acabou de descer as escadas e por um instante parou para ver para onde seguiria em sua fuga. Ali era o galpão inferior da antiga fábrica, estava deserto, o maquinário havia sido vendido quando fora a falência. O rapaz sabia disso, conhecia aquele lugar, já havia estado ali, por isso correu para aquela direção nas ruas desertas da cidade, na madrugada fria e assustadora. O lugar lhe parecia ótimo para esconder, parecia acolhedor em sua memória.
Olhou para trás e viu o vulto. Ainda estava o perseguindo.
Desceu umas escadas de ferro pulando alguns degraus, quase caiu, mas se equilibrou segurando nas barras de apoio e conseguiu se manter de pé.
Era jovem, não mais que vinte e cinco anos, praticava exercícios e tinha boa saúde, mas seu coração disparava como se fosse explodir, seu peito doía, os pulmões estavam exaustos, não aguentava mais correr. Suava bicas, ofegava como se estivesse correndo a mais tempo do que suportaria, o que era verdade. Aquele... bem, ele não sabia o que era, um homem? Talvez. Quando foi abordado por esse ser, podemos dizer assim, na saída da boate, conseguiu ver de relance seus olhos que brilhavam um vermelho amarelado intenso como brasa acesa.
Acabou de descer as escadas e por um instante parou para ver para onde seguiria em sua fuga. Ali era o galpão inferior da antiga fábrica, estava deserto, o maquinário havia sido vendido quando fora a falência. O rapaz sabia disso, conhecia aquele lugar, já havia estado ali, por isso correu para aquela direção nas ruas desertas da cidade, na madrugada fria e assustadora. O lugar lhe parecia ótimo para esconder, parecia acolhedor em sua memória.
Marcadores:
Assassinato,
Bruno Vox,
Conto,
Demônio,
Dualidade,
Inferno,
Lúcifer,
Medo,
Perseguição,
Possessão,
Terror
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
A Cor da Morte.
Quando vi a face dela, pálida e seca como a bruma, me dei conta de que a morte não se veste de preto, ela é branca, silenciosa e sutil. Não há nada de escuro na morte, obscura é a vida negra e obscura, já a morte é claramente o fim de tudo.
A visão que temos do céu é um lugar de brilho intenso onde a estrela da manhã invade cada canto que enxerga os olhos, se é que olhos e todo o resto de nossos corpos carnais existem nos céus. Não nos céus tudo é estridente de tão pálido. Tudo reluz, tudo reflete, tudo é tão claro. Nossas almas, brancas, saem de nossos corpos em direção ao brilhante céu. E se há céu, há o inferno onde tudo também brilha, mas na cor da lava laranja.
É isso, tudo o que brilha demais é morte. Veja só, como os insetos seguem cegamente à luz que os mata! Basta acender uma fogueira em um acampamento que milhares de seres tolos se jogam na fornalha. Preste atenção em como mosquitos se jogam em suas cadeiras elétricas bastando apenas uma luz azul intensa para chamar sua atenção!
Entrei em meu carro, liguei o motor e tomei o caminho para casa pensando no que aquela face pálida me ensinou que a luz é morte! E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz, já diz o livro sagrado. Alias, sempre tive medo de anjos e suas espadas de fogo; Sempre tive medo da religião que nos ilumina, mas causa as maiores guerras do mundo. Sempre tive medo de uma explosão atômica e da energia brilhante que irradia dela e mesmo tendo medo de uma explosão solar, que nos aniquilará, amanhã ou daqui há dez milhões de anos, sempre achei belo o poder destrutivo de uma supernova.
E o que é a vida, senão escuridão? Não sabemos de um segundo de nossas vidas; não sabemos o que acontecerá na próxima curva; não sabemos qual será nosso próximo passo, onde estamos e para onde vamos. Sei que nada sei, não é isso? Sabemos que somos cegos e nunca notamos isto. Escuridão é vida! É na escuridão da noite que nossos corpos se aquecem em outras carnes, é na escuridão da noite que nossa mente descansa e que nos encontramos em paz em nossos sonhos. Durante a escuridão recuperamos as forças para enfrentar a luz, a morte em doses diárias e rotineiras. É na escuridão que conseguimos esconder todos os nosso medos e anseios do mundo e somos enfim quem realmente somos.
Entro em um túnel e tenho minha ultima visão sobre o assunto. O final da vida não é o túnel negro no qual andamos infinitamente, mas sim a luz intensa que brilha ao seu final. Nós andamos na escuridão e encontramos lá no final a iluminação que nos faltava. É isso!
Proponho isto: Façamos o branco a cor oficial da morte! Afinal, tudo o que resta de nossos corpos quando morremos são nossos ossos, que são, espante, brancos! Vestiremos em nossos velórios a mesma cor que usamos para celebrar a morte de um ano! Branco! Temamos o branco e celebremos o preto! O preto é sobretudo a marca da vida!
Sim, tudo ficou claro agora! Não só pelas idéias que enfim iluminaram meus pensamentos, mas também pela luz branca do caminhão que perdeu o controle no fim do túnel, invadiu a contramão e chegou tão perto que senti entrar nela.
Marcadores:
Céu,
Conto,
Cor,
eule.io,
Filosofia,
Fim,
Inferno,
Morte,
Rainier Morilla,
Reflexão,
Terror,
Vida
Assinar:
Postagens (Atom)



