(Continuação)
Discretamente, lhe dirigi a
palavra e pedi para me ausentar por breves segundos. Eu já estava agindo
diferente com ela, sendo muito gentil e, sinceramente, isto me incomodava.
Com um leve aceno, ela
permitiu minha saída.
Ao chegar ao banheiro,
averiguei se havia mais alguém comigo. Sem pessoas por perto, abri uma pequena
ampola de sonífero. Pequena, porém bem potente. Em 15 minutos ela estaria
dopada, à minha mercê.
Escondi a ampola aberta
entre os dedos. Este ritual já estava sendo repetido pela terceira vez... todas
caíam.
Conforme planejado, me
aproximei da mesa, estiquei o assunto por mais alguns minutos e, aproveitando
uma distração dela, despejei o conteúdo em seu capuccino. A
própria canela que ela havia pedido seria o ingrediente perfeito para disfarçar
o sabor do sonífero. Enfim, uma empreitada perfeita, pensei.

