Este conto encerra o "Ciclo do Verde".
Há mais tempo que se pode imaginar e em um lugar que não
pode ser descrito, ela podia descansar. Dormir. E era bom. Não existia, ainda,
a algaravia e a movimentação frenética que, tempos depois, os seres de pelo
causaram. Ela nunca soube explicar porque permitira que isso viesse a
acontecer... Provavelmente, por acreditar que seriam um novo divertimento, no
futuro. Afinal, atender aos pedidos e lamúrias grunhidas por seus semelhantes –
“semelhantes”, mas inferiores – já estava ficando cansativo...
“Divertimento... Divertimento! Divertimento, tramoia e dor
para esse pobre e velho corpo!”, gritaria, cuspindo-se de fúria.
