Tatiana
abriu a porta e deu de cara com uma mulher jovem, porém com o rosto tão cansado
que aparentava vários anos a mais. O coração de Tatiana saltava no peito: ela
não abriria a porta de sua casa para uma estranha qualquer, mas a mulher disse que
era da polícia e que precisava muito falar com Tatiana.
- É
sobre sua irmã, Laís. – ela disse. Não foram as credenciais que a mulher
apresentou ou a palavra “polícia” que fizeram Tatiana abrir a porta. Foram
essas últimas palavras.
- O que
aconteceu com a minha irmã? – Tatiana perguntou sobressaltada. Pensou em muitas
coisas. Pensou no bolo de dinheiro, no lenço, no sorriso com dentes podres
daquela vidente e na imagem na parede daquele lugar, aquela imagem da mulher
azul com uma saia de braços e um colar de crânios.
