Para alguém que se importe.
Só eu sinto, descendo como acido nas entranhas, a lágrima que corrói meu peito. Mas nem eu entendo a razão deste sentimento lacrado no coração. Guardo dentro desse corpo o prisioneiro mais cruel. E hoje ele tirou o dia para rebelar, tocar fogo em colchões e degolar o carcereiro filha da puta que se chama auto-controle.
É tanta força desse sentimento que é impossível não se entregar. Toco o terror, desprezo e falo na lata. Não tenho medo de ferir, e machucar esse bando de imprestáveis que me cerca. Eu, prisioneiro deste corpo frágil me rebelo, domino e subjugo a tudo e a todos apenas para sentir ridículo senso de poder e pensar estar no controle de tudo.